Economia e Finanças

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Economia

ANIESA Encerra Câmaras Frigoríficas e Armazéns por Especulação de Preços

Inspectores da ANIESA encerraram, em Saurimo, capital da Lunda-Sul, três câmaras frigoríficas e igual número de armazéns por especulação de preços, falta de higiene no local de acondicionamento dos produtos e outras anomalias lesivas ao consumidor.

As medidas aplicadas resultam da avaliação conjunta feita por equipas da ANIESA e dos Serviços de Investigação Criminal (SIC), após sucessivas denúncias de populares sobre as más práticas dos referidos estabelecimentos.

Quer os gestores das câmaras frigoríficas, quer os dos armazéns não apresentaram facturas que justificassem os preços aplicados aos produtos colocados à venda, violando, abusivamente, a margem de lucro permitida por lei.

De acordo com os dados do balanço de várias acções desenvolvidas  pela ANIESA, em Saurimo, 72 cidadãos e respectivos veículos usados na actividade de táxi foram também detidos por cobrar 400 kwanzas por passageiro, os 200 kwanzas habituais nos referidos trajectos.

Para o chefe da equipa, Dário Chicapa, no caso dos estabelecimentos comerciais visitados, os técnicos fizeram os reparos necessários e deixaram recomendações precisas.

Dário Chicapa lembrou que a decisão unilateral de subir os preços dos produtos nas lojas chega a ser ilegal, fundamentalmente por ausência de razões justificáveis. Afirmou, por outro lado, que a recente decisão de retirada gradual da subvenção aos preços dos combustíveis, iniciado na gasolina, também não deve ser razão suficiente, uma vez até estarem as autoridades a implementar uma série de medidas para proteger áreas vitais da economia e as famílias de um modo em geral.

Por exemplo, em um dos estabelecimentos autuados, a gerente, cidadã vietnamita, justificou a alteração dos preços com a subida também nos fornecedores, mas não apresentou facturas sob a alegação de as ter perdido. Outros gestores também visitados e da mesma nacionalidade apresentaram documentos falsos de legalização, estando, por isso, a exercer a actividade de forma ilegal, além de não possuírem certificados de habitabilidade actualizados.

Fonte: Jornal de Angola

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